A importância das redes sociais, da interacção e da mobilização de actividades, partilha de conhecimento e acções que são provocadas por estímulos virais, é uma realidade. Ainda que muita da interacção efectuada seja extremamente superficial, pouco focada e apenas causada por um apelo comportamental ao “clica”, “junta-te”,”gostas?” e outros similares, a verdade da importância das redes sociais é intransponível.
Enquanto muitas agências de comunicação, publicidade e até algumas ditas especializadas em marketing político ou assessoria de comunicação política ainda apostam única e exclusivamente em meios convencionais, tradicionais e gastos, com formas nula de participação do eleitorado, alguns ilustres pensadores saem do quadrado e optimizam as suas campanhas para que elas atinjam os utilizadores de acordo com os seus media de eleição. Há alguns anos, a segmentação de um determinado anúncio e o respectivo budget, era racionalizado e pensado para atingir com o máximo de eficácia a sua audiência, usado lógicas multi-canal, com comunicação desenhada e pensada para os respectivos media.
Ainda existe um profundo amadorismo quando se tentam vender campanhas e presenças digitais na web, sem olhar aos veículos mais adequados, perfis das redes e instrumentos a usar dentro das mesmas. Nessa limitada visão, o que interessa é estar na web, nas redes sociais e na esfera digital colaborativa. No fundo, o que o amadorismo diz é que basta ter um canal e estar lá … nem que dispondo do tempo de antena se fique a fazer ruído o tempo todo …



