A enorme tragédia que assolou o mundo e que vitimou já mais de 100 mil pessoas no Haiti, com previsões para o aumento significativo do impacto da catástrofe, é já um dos temas da agenda de hábitos, tópicos e discussões do Facebook. Centenas de grupos com centenas de milhares de fãs, são uma realidade a partir do momento que a notícia começou a ser divulgada. Esta tendência algo sombria e hipócrita da criação de grupos de solidariedade ajuda alguém efectivamente? Ainda que ajude à divulgação do tema, como instrumentos de solidariedade social, serão interessantes ou apenas uma máscara simples para um “junta-te ao grupo” e mostra o teu apoio. Não serei naturalmente contra a divulgação de causas sociais e o Facebook, sendo o media abrangente e de penetração e audiência mundial, é um excelente canal de divulgação de iniciativas. Contudo, não posso deixar de sentir alguma hipocrisia simples de pertencer a movimentos digitais cujo esforço custa apenas um clique.
Por isso, não me vou juntar a nenhum grupo de apoio de solidariedade pró-Haiti.
Será mais interessante canalizar os meus esforços solidários através de outros canais ou simplesmente não fingir que sou adepto da causa porque cliquei num link.
A eficácia destas campanhas são realmente visíveis se contarmos que o Facebook é o principal beneficiário das “campanhas sociais”. Se alguém souber o que o Facebook dá em troca para ajudar, por favor avisem-me!
António de Castro
Social Media Manager
