António de Castro

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Sou uma empresa digital ou estou apenas na net?

In Blogroll on Novembro 20, 2009 at 11:59 am

Pela experiência diária na gestão das necessidades e expectativas das empresas, posso afirmar que uma fatia bastante significativa encara já com naturalidade a sua presença na web, não apenas com sites institucionais ou dedicados ao e-commerce (b2c) mas também com plataformas altamente customizadas e desenvolvidas à medida dos objectivos, para geração de negócios entre parceiros empresariais (b2b).

É por isso realista afirmar que a utilização da internet nas empresas é tudo menos novidade. No entanto, se analisarmos a utilização dos canais e plataformas digitais ao serviço de políticas integradas de marketing, promoção e comunicação empresarial, é fácil perceber que o caminho seguido por muitas delas se distancia significativamente da eficácia pretendida com o investimento inicial. Porque uma coisa é estar na web, outra coisa é ser web de forma interiorizada.

A contínua transformação dos consumidores (mais selectivos e participativos) e a feroz concorrência, obriga as empresas a serem ágeis e rápidas na sua transformação. Os modelos locais de implementação de negócios, bens, produtos e serviços estão condicionados pela limitação populacional e pela concentração massiva de ofertas disponíveis para o mesmo universo de consumidores, tornando-se por isso fulcral a implementação de um de dois caminhos: apontar para nichos altamente específicos e facilmente fidelizáveis pela novidade e qualidade de serviço, ou lançar produtos para mercados internacionais, apoiados com presenças fortes e bem estruturadas em canais digitais de comunicação, com dinâmicas muito mais complexas do que a simples página na internet.

Se para uma fatia significativa das empresas ter um website “é suficiente”, sem actualidade e conteúdo que sustente o seu objetivo, nem formas de retenção e comunicação regular com os clientes, poder-se-á afirmar com clareza que o investimento efectuado é tão útil como comprar espaço publicitário na televisão, em horário nobre, e transmitir… nada! Os modelos de comunicação e promoção digital assentes nas TIC são agora bem mais complexos do que eram há meia dúzia de anos atrás e o lento acordar das empresas portuguesas para essas realidades, espelha a cultura média de gestão ultrapassada das de menor dimensão, com esquemas de gestão unipessoal centralizada.

O afirmação das redes sociais como canal promocional e plataforma de “social marketing” leva à acção urgente de quem ainda não está na “corrida social”. Se algumas delas já usam com conforto relativo os sites para comunicar “tangencialmente” com os seus clientes, estão ainda muito pouco sensibilizadas para as sofisticadas políticas de promoção social (social marketing), grupos colaborativos de angariação de negócios em rede (networking) e construção generalizada de um perfil digital de produto ou empresa, activo e participante na rede e com modelos sustentados de fidelização (social branding). É urgente que a revolução digital técnica já existente seja usada e acompanhada pela revolução de mentalidades, fazendo da web, ferramentas e canais da rede global um media 24 horas on-line, com pontos altos de interesse para as audiências/clientes.

Analisando genericamente os nossos clientes e o mercado, verifica-se essa política integrada apenas nos organismos de maior dimensão, onde as soluções são altamente costumizadas e vistas como um “tool mix”, onde se misturam e complementam ferramentas, constituindo um plano global estratégico: website à medida do modelo de negócio, técnicas de optimização de pesquisas em motores de busca, campanhas de marketing on-line, envios regulares de newsletters personalizadas e perfis sociais integrados (Twitter e Facebook), entre outros instrumentos. Esta é a postura inversa aos clientes de menor dimensão, cuja sensibilidade para a construção eficaz dessa presença é menor, ou escassa: e acrescento que não pelo investimento necessário, mas pela ausência de pensamento.

Os hábitos comportamentais, vícios de gestão e mentalidades pouco esclarecidas são ainda mais fortes do que a adopção de modelos digitais de sucesso, apostando em tecnologias relacionais, marketing social que aproximam as empresas dos seus clientes. Esta tendência, principalmente no tecido empresarial com caracteristicas mais reduzidas, é mais sentida e mais premente de ser mudada.

nota: artigo publicado no Tek Sapo.pt

António de Castro
Social Media Manager
http://www.goweb.pt
http://www.fcplink.com

16,4% dos portugueses usam redes sociais

In Blogroll on Novembro 19, 2009 at 4:23 pm

O relatório do Bareme Internet da Marktest, referente a 2009, mostra que 1,36 milhões dos internautas, com 15 anos ou mais e residentes em Portugal continental, acedem a redes sociais e comunidades virtuais. O valor corresponde a 16,4 por cento do universo total de residentes nessa faixa etária, adianta a mesma fonte.

A análise, que tem por base informações prestadas em entrevistas telefónicas, coloca o Hi5 no topo da lista dos serviços mais utilizados, com uma larga vantagem com relação ao segundo classificado, o Facebook.

Num universo de 16,4 por cento de utilizadores de redes sociais, 15,9 por cento afirmam frequentar o Hi5. Os dados corroboram uma tendência observada nos últimos meses, que vinha apresentando o site como um dos mais visitados pelos residentes em território nacional – ao lado de serviços como o Google, por exemplo.

O Facebook, que só mais recentemente começou a ganhar adeptos por terras lusas, é utilizado por 2,6 por cento dos entrevistados, o MySpace fica-se pelos 1,4 por cento e existe ainda uma percentagem de 2,3 por cento que acedem a outras comunidades semelhantes. Note-se que alguns dos inquiridos afirmam utilizar vários destes serviços.

A maioria dos “clientes” deste tipo de serviços são estudantes (52%) e têm idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos. A partir dos 55 anos, as redes sociais deixam de ter acolhimento, com apenas 3,7 por cento dos inquiridos pertencentes a essa faixa etária a afirmarem visitar este tipo de sites.

No que respeita à distribuição geográfica, os valores revelam homogeneidade, com os grandes centros urbanos a apresentarem valores um pouco superiores: na Grande Lisboa 19,2 por cento usam redes sociais e o Grande Porto regista a maior adesão, com 20,8 por cento.

Fonte: tek sapo

Política, web 2.0 e comunicação em social media

In Blogroll on Novembro 16, 2009 at 3:32 pm

A importância das redes sociais, da interacção e da mobilização de actividades, partilha de conhecimento e acções que são provocadas por estímulos virais, é uma realidade. Ainda que muita da interacção efectuada seja extremamente superficial, pouco focada e apenas causada por um apelo comportamental ao “clica”, “junta-te”,”gostas?” e outros similares, a verdade da importância das redes sociais é intransponível.

Enquanto muitas agências de comunicação, publicidade e até algumas ditas especializadas em marketing político ou assessoria de comunicação política ainda apostam única e exclusivamente em meios convencionais, tradicionais e gastos, com formas nula de participação do eleitorado, alguns ilustres pensadores saem do quadrado e optimizam as suas campanhas para que elas atinjam os utilizadores de acordo com os seus media de eleição. Há alguns anos, a segmentação de um determinado anúncio e o respectivo budget, era racionalizado e pensado para atingir com o máximo de eficácia a sua audiência, usado lógicas multi-canal, com comunicação desenhada e pensada para os respectivos media.

Ainda existe um profundo amadorismo quando se tentam vender campanhas e presenças digitais na web, sem olhar aos veículos mais adequados, perfis das redes e instrumentos a usar dentro das mesmas. Nessa limitada visão, o que interessa é estar na web, nas redes sociais e na esfera digital colaborativa. No fundo, o que o amadorismo diz é que basta ter um canal e estar lá … nem que dispondo do tempo de antena se fique a fazer ruído o tempo todo …