António de Castro

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LG usa inteligência colectiva para a sua cultura empresarial

In visão empresarial on Janeiro 26, 2010 at 2:54 pm

Se pudesse criar um aplicativo para um telemóvel, como o faria?
A inteligência colectiva como soma intelectual colaborativa!

LG labs hotsiteEste é o mote e o conceito para o recente desafio digital que a LG lançou à comunidade, tirando partido da inteligência colectiva, baseada numa plataforma digital, simples mas poderosa: de fácil utilização e elevado contágio. A visão colaborativa e a partilha de ideias, inspirações, visões e novas tendências tecnológicas é a matéria-prima que alimenta transformações e revoluções ideológicas.
Ao longo da história, diversos são os casos de pequenas mudanças de paradigma que modificaram o mundo e a forma como interagimos com os objectos ou com a sociedade em geral. Assim sendo, se todos temos ideias, se todos somos potenciais criadores de conceitos e se lidamos com os produtos diariamente, sentido necessidades reais, limitações genuínas, porque não dar voz activa aos consumidores no desenvolvimento das novas realidades e produtos? Essa é a nova estratégia de relacionamento de muitas marcas que viram neste eixo um canal de proximidade e participação dos seus clientes, agora parceiros de desenvolvimento e investigação.

Conheça a iniciativa da LG e dê a sua ideia.
Quem sabe não está a inventar um caminho novo na estrada das aplicações móveis.

Curiosamente, é raro que empresas portuguesas se envolvem neste tipo de iniciativas. Deficiência de mentalidade, hábitos conservadores ou pouco esclarecimento sobre as potencialidades das redes sociais e dos media sociais, poderão ser alguns dos factores que explicam esta realidade. Tecnologia já a temos, necessidades também, espírito criativo é inegável. Falta o quê? Não vou comentar …


António de Castro
Social Media Manager
www.goweb.pt

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Haiti no Facebook: solidariedade, eficácia ou hipocrisia?

In Blogroll on Janeiro 14, 2010 at 10:50 am

A enorme tragédia que assolou o mundo e que vitimou já mais de 100 mil pessoas no Haiti, com previsões para o aumento significativo do impacto da catástrofe, é já um dos temas da agenda de hábitos, tópicos e discussões do Facebook. Centenas de grupos com centenas de milhares de fãs, são uma realidade a partir do momento que a notícia começou a ser divulgada. Esta tendência algo sombria e hipócrita da criação de grupos de solidariedade ajuda alguém efectivamente? Ainda que ajude à divulgação do tema, como instrumentos de solidariedade social, serão interessantes ou apenas uma máscara simples para um “junta-te ao grupo” e mostra o teu apoio. Não serei naturalmente contra a divulgação de causas sociais e o Facebook, sendo o media abrangente e de penetração e audiência mundial, é um excelente canal de divulgação de iniciativas. Contudo, não posso deixar de sentir alguma hipocrisia simples de pertencer a movimentos digitais cujo esforço custa apenas um clique.

Por isso, não me vou juntar a nenhum grupo de apoio de solidariedade pró-Haiti.
Será mais interessante canalizar os meus esforços solidários através de outros canais ou simplesmente não fingir que sou adepto da causa porque cliquei num link.

A eficácia destas campanhas são realmente visíveis se contarmos que o Facebook é o principal beneficiário das “campanhas sociais”. Se alguém souber o que o Facebook dá em troca para ajudar, por favor avisem-me!

António de Castro
Social Media Manager


Social Media Revolution – o maior evento global desde a revolução industrial?

In Blogroll on Janeiro 8, 2010 at 3:53 pm

O Admirável Mundo Novo, escrito em 1932 por Aldous Huxley,  é uma fantástica obra de literatura e das que mais me marcou na minha visão futurista sobre o que o mundo poderia vir a ser. Esta leitura, absorvida na minha adolescência, a par com o livro Big Brother, semeou em mim possibilidades fantásticas e links para realidades mentais dum futuro possível, mas nunca me poderia ter preparado para os fenómenos actuais dos media e da partilha de informação a um ritmo alucinante, em que cada pessoa é um editor de informação, jornalista social, influenciador de opiniões e relações públicas de conteúdo que lhe interessa e agrada. A revolução social e os novos media, principalmente através dos canais de comunicação e do que eles possibilitam, está a transformar a forma como vemos o mundo, interagimos com ele, com os amigos, com a sociedade e com as marcas e produtos de forma geral. Está a aproximar pessoas, a derrubar continentes e fronteiras, espalhando-se a uma velocidade impensável há 10 anos atrás.

Aproveito este pensamento para partilhar convosco este magnífico vídeo que espelha as dramáticas mudanças e os fabulosos números duma realidade quase “ficcionável”.


António de Castro
Social Media Manager

Social Marketing: o que mais funciona!

In Blogroll on Janeiro 5, 2010 at 4:41 pm

Apesar da maior parte das empresas já ter noção da importância da sua presença no Facebook, existe ainda uma dúvida transversal acerca de como se relacionar de forma eficaz com os fãs, clientes, amigos ou seguidores, “nuances” da mesma moeda e capital social das redes. As tácticas de marketing mais frequentemente usadas pelas empresas não são necessariamente as mais eficazes. Dos dados disponíveis interessa reter que os métodos de comunicação mais usuais são a “actualização de estado” para canalização de visitas, seguido da construção de “amizades” com clientes recentes. Se analisarmos as empresas mais direccionadas ao consumidor, a táctica mais eficaz de relacionamento digital foi a criação de aplicações Facebook, princípio e prática apenas seguida por um quarto das empresas analisadas. Por outro lado, tanto as empresas B2B e B2C afirmaram que as sondagens são uma forma eficaz de relacionamento e envolvimento com os fãs.

No Twitter, e apesar das diferenças, a utilização deste canal de microblogging foi privilegiada para a angariação e aumento das visitas a sites, seguido de ligações a microsites promocionais. Uma vez mais, as tácticas de marketing social consideradas mais eficazes foram relacionadas com a monitorização de marcas e comentários negativos a produtos e serviços.

Tradução e adaptação de Emarketer.com

nota pessoal: efectivamente, ainda muito há a fazer no que diz respeito à canalização correcta de esforços de marketing social, cruzados com as taxas de eficácia. A maior parte das empresas portuguesas não faz ideia de como tirar partido da criação de um aplicativo Facebook, nem o consideram importante como instrumento vital de angariação de fãs. Parece ser uma crua realidade que a grande e comum táctica das pequenas e médias empresas é criar círculos de amigos sem grande distinção de perfis e interesses, para depois veicular informação e angariar visitas. Além da criação de páginas e grupos para a divulgação de mensagens em “massa”, pouco mais são os esforços de marketing visíveis no seio das PME’s, analisando o tema de forma superficial.



António de Castro
Social Media Manager

Redes sociais no feminino: o que fazem as mulheres na rede?

In Blogroll on Janeiro 4, 2010 at 10:04 am

De acordo com um estudo efectuado pelo site Shespeaks, a penetração e criação de perfis em redes sociais aumentou de 58% em 2008, para 86% em 2009. Em resposta a questões que procuram tipificar a actividade das mulheres no seu uso social da rede, 80% afirmou que se tinham tornado fãs de um produto ou marca. Adicionalmente, 72% das inquiridas ficou a conhecer um novo produto ou marca através deste segmento particular de actividade na web. Será por isso conciso afirmar que as mulheres se estão a tornar cada vez mais activas nas redes sociais.

No que diz respeito a compras on-line, também é significativo que metade das mulheres que usa este canal, comprou um produto na sequência da exposição tanto a redes sociais como a blogs. Esta tendência já se fazia sentir em 2008 e é agora mais acentuada.

A publicidade on-line é sempre um assunto complexo. A eficácia, cliques, visualizações e outras métricas próprias do tema dão bastante que fazer aos marketeers que vêem constantemente os modelos de análise em mutação e constante evolução, agora a um ritmo infernal. No que diz respeito à utilização e penetração de anúncios nas redes sociais, parece que a reacção das mulheres é positiva. Neste ano, 2009, a atenção e cliques em publicidade inserida em ambientes relacionais – redes sociais – parece ter subido para 9%, comparando com o valor de apenas 2% do ano anterior.

Destaca-se ainda uma conclusão importante: muito poucos utilizadores se mostraram incomodados com a presença de publicidade nestes canais de informação e relacionamento digital. Resumindo e inspirando-me nas palavras de Aliza Freud, fundadora e CEO da SheSpeaks, “as mulheres estão cada vez mais confortáveis com a utilização das redes sociais. Isso representa uma magnífica oportunidade para os marketeers alargarem a sua acção e atingirem mulheres de todas as idades, dando-lhes a conhecer novas oportunidades e escolhas de produto”.

Tradução e adaptação do artigo original “e-marketer.com”



António de Castro
Social Media Manager