António de Castro

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Imagens de Marca – Em Destaque

In comunicação, meios e publicidade, publicidade on Abril 26, 2010 at 8:31 am

A revista Meios e Publicidade entregou ontem os Prémios de Design, no espaço Lollipop, em Lisboa, na semana em que o Imagens de Marca dedica a sua edição ao Design. A primeira edição da iniciativa contou com 385 peças inscritas, de um total de 96 empresas, das quais 113 chegaram à final.

O Grande Prémio ficou nas mãos da Ivity, com o projecto “Vinho 8”, que levou ainda para casa os prémios Impressão e Packaging.
Em declarações ao Imagens de Marca Carlos Coelho, Presidente da Ivity, sublinhou a importância destes prémios no sentido de se “dar visibilidade” aos trabalhos que são feitos e para “estimular o mercado a produzir peças de qualidade”.
Quanto ao trabalho premiado, Carlos Coelho lembra que foi feito por uma equipa pequena, com cinco pessoas, mas “com muito amor”. “É um trabalho notável, onde empenhámos meses na produção de um conceito de vinho”.

Fonte: Imagens de Marca

Imagens de Marca – Em Destaque.

Câmara de Coimbra corta acesso dos funcionários ao Facebook – Tecnologia – PUBLICO.PT

In empresas on Abril 21, 2010 at 2:21 pm

A Câmara de Coimbra cortou o acesso dos computadores da autarquia à rede social na internet Facebook, justificando que são para trabalhar e “não para satisfazer os interesses ou desejos dos funcionários”, disse ontem o presidente da autarquia.

“Os computadores da Câmara Municipal de Coimbra estão ao serviço público que é exercido pelos funcionários enquanto estão a trabalhar”, disse à agência Lusa Carlos Encarnação.

Carlos Encarnação sustenta que fora da autarquia os funcionários “podem fazer o que quiserem para satisfazer os seus interesses ou desejos”, mas “enquanto estão ao serviço da Câmara, os computadores são para trabalhar”.

O autarca social democrata frisou ainda que “já há uns anos a Câmara suprimiu a ligação aos blogues”.

A decisão de cortar o acesso ao Facebook foi tomada pelo Departamento de Administração Geral e Recursos Humanos da autarquia, disse Carlos Encarnação, remetendo mais pormenores para o vice-presidente, João Barbosa de Melo.

Segundo noticiou ontem a Rádio Renascença, na base da decisão esteve uma funcionária que foi apanhada a jogar Farmville, um popular jogo que incentiva os utilizadores a cuidar de uma quinta.

Câmara de Coimbra corta acesso dos funcionários ao Facebook – Tecnologia – PUBLICO.PT.

Twitter lança anúncios em pesquisas patrocinadas — Today’s Top Stories

In Blogroll on Abril 20, 2010 at 2:34 pm

Se é certo que todos os serviços necessitam de rendimento para sustentar o seu modelo de negócio, é também inegável que já muito tempo passou sem que o Twitter tivesse a tentação de incluir no seu modelo de negócio os Twitts patrocinados de alguma forma, rentabilizando assim a constante timeline de microblogging.

“The new service, named “Promoted Tweets,” will allow companies to place a less-than-140-character message at the top of pages of search results.

Twitter said that it was currently testing Promoted Tweets with a number of advertisers including Best Buy, Bravo, Red Bull, Sony Pictures, Starbucks and Virgin America.

Under the program, one “Promoted Tweet”, such as a sponsored message from Starbucks, will appear at the top of a search result page on Twitter for keywords that companies specifically purchase from Twitter.

Biz Stone, Twitter founder, was keen to point out that promoted Tweets will only be used if they are regarded as relevant by users.

“There is one big difference between a Promoted Tweet and a regular Tweet. Promoted Tweets must meet a higher bar—they must resonate with users,” Stone wrote in his blog. “That means if users don’t interact with a Promoted Tweet to allow us to know that the Promoted Tweet is resonating with them, such as replying to it, favoriting it, or Retweeting it, the Promoted Tweet will disappear.

Twitter launches first-ever search ads — Today’s Top Stories.

Dos “mass media” para o “self media”

In comunicação, facebook, Marketing, redes sociais on Abril 19, 2010 at 5:08 pm

|| A génese da sociedade é gregária, em rede.

Apenas agora se fala de forma tão acentuada de redes sociais, mas a verdade é que p ser humano,
ao longo da sua história, sempre se desenvolveu em rede. Gregário por natureza, sempre esteve unido
em comunidades, grupos, crenças, clubes, associações, aldeias, cidades, amigos, coleccionadores, movimentos e agrupamentos genéricos de formas diversas.
A comunicação, a publicidade e o Marketing ao serviço das empresas sempre tentou identificar
as características homogéneas dos subgrupos sociais para melhor passar a mensagem, tentando influenciar o comportamento de aquisição dos indivíduos, falando simultaneamente para milhares
de pessoas, tipificadas num universo maior, racionalizando e optimizando esforço e recursos.

|| A homegeneidade dos “mass media”

A comunicação de outrora, inserida no advento dos canais de massas, potenciada pela caixa mágica
que mudou o mundo, via nesse quadrado hipnótico e fantástico a possibilidade de falar a uma voz instantânea para os milhões que assistiam aos seus programas preferidos e que eram apenas “interrompidos” para consentir a sua atenção para a publicidade inserida.
O rádio e os jornais complementarmente usados, veiculavam mensagens personalizada para os grupos, para o “target” a ser afectado. Mas a comunicação para massas, por características endógenas do meio, esquece facilmente o indivíduo e as suas particularidades, bem como a estimulante capacidade
de interacção bidireccional com a mensagem. Falava-se maioritariamente apenas num sentido:
do anunciante para o consumidor, sem capacidade efectiva de medir o retorno e eficácia da mensagem, o feedback do consumidor ao estímulo produzido. Assim era em quase todos os esforços de comunicação utilizado estes canais de sentido único até há bem pouco tempo.

|| Afunilamento personalizado da mensagem

O Marketing sempre tentou combater a generalidade para perceber a individualidade específica de cada consumidor, isolando as massas em sub-grupos de características mais precisas, adaptando a mensagem genérica aos mesmos: criando mais valias efectivas e sentimento de pertença mais preciso, fortalece-se na persuasão da mensagem de comunicação, “vendendo” os benefícios e atributos de produtos e serviços de forma mais empática, mais distante da massa e mais próxima do “eu”, como se de um produto único falássemos. O sonho de qualquer marketeer é falar cara-a-cara para o indivíduo, como se de uma conversa amigável se tratasse, conhecendo anteriormente os seus gostos particulares, actividades de consumo
e hábitos sociais, para assim poder decidir que eixo de comunicação usar, a que horas, em que canal
e usando o tipo de discurso que mais resultados produz.

|| Marcas que falam

A conversação social, uma revolução tão importante quanto o advento dos “mass media”, permite uma real translação do eixo de comunicação e uma transformação radical na forma de transmissão da mensagem pelo lado do anunciante, e uma absorção diferenciada, mais rica e participativa pelo lado do consumidor. A participação das marcas nas redes sociais, em franca expansão e explorada eficazmente apenas por algumas grandes marcas de consumo com visão profunda sobre as disciplinas de Marketing e promoção de bens e serviços, é uma dramática e positiva alteração na promessa “bem-benefício”.

white paper - "dos mass media ao self media"

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As PME’s e a sua macrocefalia disfuncional

In empresas, negócios digitais, visão empresarial on Abril 3, 2010 at 12:13 pm

Quando olho para um polvo, lembro-me frequentemente da típica e sofrível PME: uma única e auto-proclamada cabeça pensante que absorve para si simultaneamente o comando dos variados tentáculos operacionais desse organismo vivo, composto pela equipa de colaboradores e tarefas dependentes. Naturalmente, a multiplicidade das extensões e variedade de funções, esgota compreensivelmente a capacidade de coordenação, comando e verificação analítica do funcionamento correcto e óptimo de cada uma delas, optimizando o todo.

Dado o constante e imponderável movimento diversificado das operações conjuntas, paralelas e cooperantes dos membros provenientes desse motor central coordenador, torna-se fácil perder a perspectiva e derrapar em rotinas de atraso regular, ineficiência operacional e incapacidade de orientar o movimento futuro do octópode, fazendo-o progredir de forma pouco ou nada graciosa: a tarefa imediata cai rapidamente no limbo do tropeço constante, a tarefa vital enrola-se metodicamente em nós acumulados e fazem o polvo cambalear, equilibrando-o “ad eternum” numa quase queda perpétua e sempre timidamente adiada.

Esse polvo operacional, dotado de extensões de si próprio, cada uma delas com a sua particularidade e autonomia operacional, deve delegar o controlo da micro-tarefa para o maquinista dessa extremidade, ficando o macrocéfalo órgão mais ligado ao planeamento estratégico. Porque não combinar e coordenar momentos específicos para relatórios e pontos de situação que apenas quem toca no terreno e sente as dificuldades diárias da progressão no terreno pode sentir? Os membros operacionais, também eles pensantes no seu cosmos mais centrado na execução, podem agir estrategicamente sobre a sua própria natureza, constituindo assim um organismo pluricelular de gestão diferenciada: um que olha a longo alcance e delineia a estratégia de progressão e angariação de metas a longo prazo: outro, mais centrado e preso nos obstáculos diários, que se concentra em contornar as pedras do dia-a-dia, traçando a estratégia de locomoção em paralelo.

De forma coesa, articulada, paralela e contribuinte para o mesmo objectivo, divide-se assim a estratégia corrente diária da estratégia sectorial e de longo alcance: a que verdadeiramente pode fazer o octópode caminhar mais alto entre iguais, agarrando oportunidades que apenas de cima se podem visualizar. Esta é a mentalidade que urge mudar: o açambarcamento constante de todas as tarefas de naturezas múltiplas em estruturas pensantes de um indivíduo só que concentra em si o papel de estratega, decisor, director de recursos humanos, director de comunicação, marketing e também gestor financeiro. Naturalmente, sendo o tempo escasso e as tarefas infinitas e sucessivas, resvala-se rapidamente para o caos orgânico.

Importa que cada gestor se rodeie de pessoas (os seus tentáculos operacionais e dinamizadores) com liberdade de actuação, responsabilidade de gestão e competências, assentes em pensamento diferenciado. É sabido que as equipas multidisciplinares são mais produtivas do que conjuntos movidos apenas a uma voz sonante e sem variações, contradições ou pensamentos distintos: a diversidade é amiga e fomenta a progressão.

Por isso, se sente que a sua empresa é um polvo, converse mais com os seus tentáculos.
Eles terão bastantes mais soluções para alimentar o cérebro global da empresa.

António de Castro
Social Media Manager