António de Castro

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Oração Facebook: uma nova bíblia e o novo púlpito para as massas digitais

In Blogroll on Março 9, 2010 at 9:30 am

Facebook: o novo púlpito para as massas digitais

Há dias, em conversa sobre os novos hábitos sociais, tendências de partilha de informação e utilização dos novos media para difusão de informação para a comunidade, sob o conceito da construção permanente de uma audiência ou de um séquito de influenciados, lembrei-me claramente da imagem seguinte: o facebook é uma religião de participação e oratória de partilha social.
Uns, influentes e seguidos, discursam do alto da sua voz, instalados no púlpito social, ao passo que os outros partilham a voz anterior, as palavras e URLs sábios dos mais activos. Em honra a esta pequena sátira, escrevi a oração do Facebook.

A oração do Facebook


Eis-nos aqui, reunidos no Facebook, sob a graça da partilha e a inspiração da participação.
Inspirados pela graça universal da web 2.0, agradeçamos as funcionalidades de status, o feed de amigos e a facilidade de posts de conteúdos a partir de redes externas com um simples URL.

Comunguemos da facilidade de participação e adesão aos abundantes grupos criados pelos crentes nas causas várias, e enviemos mensagens virais a todos quantos conhecemos, com iluminada dose de consciência e parcimónia reguladora de abusos indevidos.

Tenhamos atenção ao spam social que prevarica abudantemente contra a liberdade alheia de não querer receber aplicações, jogos sociais e conteúdo indesejado.

Paremos, conjuntamente, sob a reflexão de não enviar Quizz ou pedidos de Farmville a todos quantos fazem parte da nossa lista de seguidores, sob pena de sermos banidos da sua lista bondosa de influentes seguidos. Não cobicemos o perfil do próximo e o número de amigos angaridos pelas suas actividades e posts.
Sejamos modestos nos elogios em prol de nós próprios e conscientes no “desamigar” de perfis ruidosos.
Utilizemos sabiamente o “hide” de aplicações, amigos e feeds menos próprios, ao mesmo passo que a irmandade do Facebook cresce em nosso redor.

Agradeçamos em conjunto aos criadores,
Em nome do Facebook, partilh’en



António de Castro
Social Media Manager
Agnóstico Social ( lol )


Hábitos nas redes sociais

In redes sociais on Fevereiro 3, 2010 at 12:10 pm

Os internautas de todo o mundo passaram mais de cinco horas e meia em redes sociais em Dezembro do ano passado, de acordo com pesquisa mundial da Nielsen Wire, divisão da consultoria para análises do mercado on-line. Segundo o levantamento, o número representa aumento de 82% em relação ao tempo que os usuários da web gastaram no mesmo mês do ano anterior.

A Nielsen constatou que, de dezembro de 2008 a dezembro do ano passado, a audiência das redes sociais, de forma geral, aumentou 27%, saltando de 242 milhões de usuários únicos para 307,4 milhões. O Facebook foi o site mais visitado, com 67% de toda a audiência dos sites de relacionamento, que passaram seis horas, em média, no site.

No ranking de audiência das redes sociais por país, o Brasil já ocupa o terceiro lugar, com 31,3 milhões de usuários registrados em Dezembro. O primeiro lugar ficou com os Estados Unidos, que teve 142 milhões de visitantes de redes sociais, seguido pelo Japão, com 46,5 milhões.

Web Expo Forum

O tema de redes sociais será uma dos destaques do Web Expo Forum, que acontece em São Paulo, de 17 a 19 de março.

http://www.webexpoforum.com.br/2010

Fonte: http://www.tiinside.com.br

Haiti no Facebook: solidariedade, eficácia ou hipocrisia?

In Blogroll on Janeiro 14, 2010 at 10:50 am

A enorme tragédia que assolou o mundo e que vitimou já mais de 100 mil pessoas no Haiti, com previsões para o aumento significativo do impacto da catástrofe, é já um dos temas da agenda de hábitos, tópicos e discussões do Facebook. Centenas de grupos com centenas de milhares de fãs, são uma realidade a partir do momento que a notícia começou a ser divulgada. Esta tendência algo sombria e hipócrita da criação de grupos de solidariedade ajuda alguém efectivamente? Ainda que ajude à divulgação do tema, como instrumentos de solidariedade social, serão interessantes ou apenas uma máscara simples para um “junta-te ao grupo” e mostra o teu apoio. Não serei naturalmente contra a divulgação de causas sociais e o Facebook, sendo o media abrangente e de penetração e audiência mundial, é um excelente canal de divulgação de iniciativas. Contudo, não posso deixar de sentir alguma hipocrisia simples de pertencer a movimentos digitais cujo esforço custa apenas um clique.

Por isso, não me vou juntar a nenhum grupo de apoio de solidariedade pró-Haiti.
Será mais interessante canalizar os meus esforços solidários através de outros canais ou simplesmente não fingir que sou adepto da causa porque cliquei num link.

A eficácia destas campanhas são realmente visíveis se contarmos que o Facebook é o principal beneficiário das “campanhas sociais”. Se alguém souber o que o Facebook dá em troca para ajudar, por favor avisem-me!

António de Castro
Social Media Manager


Social Marketing: o que mais funciona!

In Blogroll on Janeiro 5, 2010 at 4:41 pm

Apesar da maior parte das empresas já ter noção da importância da sua presença no Facebook, existe ainda uma dúvida transversal acerca de como se relacionar de forma eficaz com os fãs, clientes, amigos ou seguidores, “nuances” da mesma moeda e capital social das redes. As tácticas de marketing mais frequentemente usadas pelas empresas não são necessariamente as mais eficazes. Dos dados disponíveis interessa reter que os métodos de comunicação mais usuais são a “actualização de estado” para canalização de visitas, seguido da construção de “amizades” com clientes recentes. Se analisarmos as empresas mais direccionadas ao consumidor, a táctica mais eficaz de relacionamento digital foi a criação de aplicações Facebook, princípio e prática apenas seguida por um quarto das empresas analisadas. Por outro lado, tanto as empresas B2B e B2C afirmaram que as sondagens são uma forma eficaz de relacionamento e envolvimento com os fãs.

No Twitter, e apesar das diferenças, a utilização deste canal de microblogging foi privilegiada para a angariação e aumento das visitas a sites, seguido de ligações a microsites promocionais. Uma vez mais, as tácticas de marketing social consideradas mais eficazes foram relacionadas com a monitorização de marcas e comentários negativos a produtos e serviços.

Tradução e adaptação de Emarketer.com

nota pessoal: efectivamente, ainda muito há a fazer no que diz respeito à canalização correcta de esforços de marketing social, cruzados com as taxas de eficácia. A maior parte das empresas portuguesas não faz ideia de como tirar partido da criação de um aplicativo Facebook, nem o consideram importante como instrumento vital de angariação de fãs. Parece ser uma crua realidade que a grande e comum táctica das pequenas e médias empresas é criar círculos de amigos sem grande distinção de perfis e interesses, para depois veicular informação e angariar visitas. Além da criação de páginas e grupos para a divulgação de mensagens em “massa”, pouco mais são os esforços de marketing visíveis no seio das PME’s, analisando o tema de forma superficial.



António de Castro
Social Media Manager

Facebook e as empresas: necessidade ou fogo-fátuo?

In Blogroll on Dezembro 30, 2009 at 3:51 pm

  • Quantas vezes já “gostou de algo” sem ler ou ver o conteúdo em profundidade?
  • A quantos grupos pertence sem nunca ter colocado um post?
  • É fã de quantas páginas sem interacção alguma da sua parte?
  • Quantos pedidos de Questionários, Beijos, Abraços e Jogos já recebeu?
  • O nível de participação dos seus fãs, seguidores e fiéis é fraco?

Estas questões levantam algumas tipologias comportamentais interessantes e que deram origem a esta pequena análise que partilho convosco, enquadrada nas actividades de marketing das empresas e da construção de sites sociais.

Recentemente, uma questão interessante foi-me colocada durante o processo de levantamento de necessidades e avaliação de objetivos, na construção de uma comunidade social para uma universidade. O cliente, certo das suas necessidades, levantava a questão: “Para quê construir uma comunidade 2.0 para a minha universidade quando posso ter um grupo no Facebook?”. A ideia subjacente à construção dessa mesma comunidade era a fidelização de alunos, interface com empregadores e ex-alunos, construindo um canal de comunicação eficaz e de fidelização dentro do seu universo de actuação.

A resposta, apesar da reduzida pergunta, levanta algumas questões pertinentes e que devem ser analisadas à luz do comportamento dos utilizadores e das suas prácticas de interacção social dentro no Facebook. Se por um lado o Facebook é um canal de elevada abrangência e penetração mundial, também é notório que deve ser encarado como uma âncora de cliques para gerar visitas off-site (no sentido Facebool – site original). A criação de uma identidade e presença na famosa rede social tem alguns problemas relacionados com a profusão de assuntos e actividades, algumas delas meramente lúdicas, outras até intrusivas e geradoras de spam social ( Quizzs, Social Gaming, Horóscopos, etc). Por isso, não se deve cair na tentação simplista de achar que uma página de fãs ou um grupo fará milagres pela sua actividade digital ou site principal, nem será certamente um substituto, antes um complemento de comunicação.

O elevado grau de participantes e o incontável grau de actividades faz com que o relacionamento seja instantâneo e efémero, uma espécie de simpatia por impulso: “Gostas disto? Eu também”.
A geração de estratégias de fidelização passa pela utilização desses canais como meios de divulgação, mas tendo em conta que a construção da identidade primária seja o site sobre o qual a empresa se desenvolve na web. A simpatia ou popularidade por impulso, mas sem actividade real, é uma constante em páginas e grupos, nos quais se podem ver milhares de utilizadores que aderem ( de forma quase inconsciente e impulsiva ) mas que pouco ou nada participam nessas mesmas micro-comunidades temáticas.

É fácil para qualquer um criar um grupo de assunto ou tema actual, e angariar milhares de seguidores. A mesma coisa já não se poderá dizer sobre a participação desejável desses mesmos clientes, agora transformados em fãs, no processo de construção da marca. Por isso, a resposta à pergunta do meu ilustre cliente é: “Podia ter apenas um grupo no Facebook em vez de uma comunidade social? Podia, mas não era a mesma coisa.”

Em suma: não conte apenas com o Facebook para as estratégias de marketing da sua empresa. Encare-o apenas como um excelente e complementar canal de comunicação social. Caso contrário, a sua marca poderá muito bem passar desapercebida no meio de tanta actividade.



António de Castro
Social Media Manager
www.goweb.pt

16,4% dos portugueses usam redes sociais

In Blogroll on Novembro 19, 2009 at 4:23 pm

O relatório do Bareme Internet da Marktest, referente a 2009, mostra que 1,36 milhões dos internautas, com 15 anos ou mais e residentes em Portugal continental, acedem a redes sociais e comunidades virtuais. O valor corresponde a 16,4 por cento do universo total de residentes nessa faixa etária, adianta a mesma fonte.

A análise, que tem por base informações prestadas em entrevistas telefónicas, coloca o Hi5 no topo da lista dos serviços mais utilizados, com uma larga vantagem com relação ao segundo classificado, o Facebook.

Num universo de 16,4 por cento de utilizadores de redes sociais, 15,9 por cento afirmam frequentar o Hi5. Os dados corroboram uma tendência observada nos últimos meses, que vinha apresentando o site como um dos mais visitados pelos residentes em território nacional – ao lado de serviços como o Google, por exemplo.

O Facebook, que só mais recentemente começou a ganhar adeptos por terras lusas, é utilizado por 2,6 por cento dos entrevistados, o MySpace fica-se pelos 1,4 por cento e existe ainda uma percentagem de 2,3 por cento que acedem a outras comunidades semelhantes. Note-se que alguns dos inquiridos afirmam utilizar vários destes serviços.

A maioria dos “clientes” deste tipo de serviços são estudantes (52%) e têm idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos. A partir dos 55 anos, as redes sociais deixam de ter acolhimento, com apenas 3,7 por cento dos inquiridos pertencentes a essa faixa etária a afirmarem visitar este tipo de sites.

No que respeita à distribuição geográfica, os valores revelam homogeneidade, com os grandes centros urbanos a apresentarem valores um pouco superiores: na Grande Lisboa 19,2 por cento usam redes sociais e o Grande Porto regista a maior adesão, com 20,8 por cento.

Fonte: tek sapo

Facebook: redesign e novas funcionalidades

In Blogroll on Março 4, 2009 at 11:57 pm

Facebook press conference

Facebook press conference

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
O Facebook, seguindo a sua tendência de constante inovação, que tem resultado numa das mais fascinantes e dominantes comunidades de social networking, anunciou hoje, numa conferência de imprensa os novos projectos e o seu novo aspecto gráfico e visual da sua homepage, combinado algumas funcionalidades antigamente dispersas, no mesmo espaço gráfico, aumentando a interactividade e a recolha imediata da informação mais útil aos utilizadores, como por exemplo os amigos com quem mais se interage.

Facebook versus Twitter?

Facebook redesign: new homepage

Facebook redesign: new homepage

Um dos trunfos inegáveis do Twitter é a sua maravilhosa simplicidade e a actualização instantânea da informação, de forma reduzida, condensada e focalizada. Digamos que na era da hiper-abundância e massiva profusão informativa, é uma benção digital. Pessoalmente, começo a ter mais paciência e confiança para ver “twittes” filtrados e posteriormente navegar em profundidade, do que propriamente analisar milhões de referências em busca da correcta.

Um dos aspectos fundamentais do redesign do Facebook e das novas funcionalidades anunciadas hoje, prende-se com o streaming de actividade dos posts dos amigos (agora em tempo real). Outras não menos importantes são os filtros de informação (mais intuitivos e ágeis) e ferramentas como o Publisher que lhe permite de forma fácil actualizar todo o seu Facebook: status, links, videos, etc.

Reportagem completa em TechCrunch